Fizemos um post geral sobre a Travessia Lapinha x Tabuleiro e agora deixamos um relato com os destaques da caminhada.

1º dia da Travessia Lapinha – Tabuleiro: Lapinha – Dona Maria
- Distância: 22km
- Tempo com paradas: 10 horas
A travessia Lapinha – Tabuleiro tem início na Lapinha da Serra, seguindo pela lagoa da Lapinha. Nós seguimos pela rota via Pico do Breu e inicialmente tomamos a direção rumo ao Pico da Lapinha. Atualmente existe uma portaria de entrada do Parque Estadual Serra do Intendente onde você deve preencher um formulário e pagar uma taxa de R$20 por pessoa. A trilha até o Pico é bem sinalizada inicialmente e segue pelo alto da Cachoeira do Rapel com opção de um pequeno desvio até a Cachoeira do Paraíso.
Seguindo em frente, existe um abrigo em construção próximo à bifurcação do Pico da Lapinha. É um dos pontos de apoio e costuma ficar cheio em feriados. Nós não encontramos ninguém no local quando fomos.
Desse ponto, a subida ao Pico da Lapinha é rápida, cerca de 20min sem peso. A vista da vila e da lagoa é muito bonita. Voltando e seguindo até o Pico do Breu, o caminho fica pouco demarcado, mas ainda existe alguma sinalização. A subida ao pico é perigosa, pois passamos por um caminho muito estreito e exposto à altura. De longe, é difícil imaginar por onde passar, mas com um GPS avançamos sem dificuldade.
O Pico do Breu é o ponto mais alto da travessia, com 1686 metros de altitude. Descemos por uma face bem íngreme e seguimos em direção ao rio Parauninha, cruzando para o outro lado. Muitas pessoas pernoitam na prainha do rio ou na casa da Dona Ana que atualmente é administrada por um parente (Lucas). O trajeto até a casa da Dona Ana fica em cerca de 12km no trajeto pelos picos. Nós seguimos direto em direção à casa da Dona Maria, totalizando 22km de caminhada no primeiro dia.

Após a prainha, existe uma subida conhecida como Cascalheira, mas o trajeto não é difícil. Atravessamos várias porteiras e uma delas é uma portaria do Parque Natural Municipal de Tabuleiro (PNMT). Fique atento a cobras e carrapatos nessa região. Vimos uma cascavel no meio da trilha e alguns carrapatos subiram nas nossas pernas.
Dona Maria e Seu José permitem o camping nas imediações da sua casa. Cobram R$10 por pessoa e oferecem jantar e café da manhã, cobrado à parte, em dias de mais movimento. A casa possui energia elétrica e é possível tomar um banho quente por R$5. O local fica muito cheio em feriados.
2º dia de Travessia Lapinha – Tabuleiro: Dona Maria – Vila do Tabuleiro
- Distância: 17km
- Tempo com paradas: 8 horas
Reservamos a manhã do dia seguinte para conhecer a parte alta da Cachoeira do Tabuleiro. A trilha sai da casa da D. Maria e é possível ir sem peso, deixando as mochilas. Outra opção é seguir com todo o material e pegar uma bifurcação na volta da cachoeira que já segue para a sede do parque, encurtando a caminhada.
A trilha é fácil e quase toda plana com uma descida antes da chegada ao rio. O caminho é um pouco confuso em alguns trechos, com algumas bifurcações. Chegando ao rio da cachoeira, não há mais trilha. Devemos seguir pela sua margem, cruzando o rio em alguns momentos.
A parte alta é conhecida como Garganta da Cachoeira do Tabuleiro. A garganta é precedida por um poço propício para banho, apesar do precipício de quase 300 metros estar logo ao lado. A vista do topo é impressionante e temos que nos debruçar na pedra para ver a queda d’água por cima (perdi minha aliança alí, se alguém achar um dia, me avisa kkkkkk).
O local é muito perigoso em dias chuvosos, devido ao risco de tromba d’água. Dependendo da época, os guarda-parques costumam fechar a área por volta de 17h para evitar o acesso à noite.
Voltando para a Casa da D. Maria, a trilha para a vila do tabuleiro é inicialmente a mesma da cachoeira. O trajeto segue descendo direto para a sede do Parque e trilha que leva à parte baixa da Cachoeira do Tabuleiro. Lá é preciso pagar uma taxa de R$10 mesmo se não for à cachoeira. Nós pegamos um caminho que não passa na sede, indo direto para a Vila do Tabuleiro.
3º dia de Travessia Lapinha – Tabuleiro
O Terceiro dia é normalmente dedicado à parte baixa da Cachoeira do Tabuleiro. Nós já conhecíamos e não tivemos tempo de voltar dessa vez. Mas vai ter post sobre esse trecho também! 🙂
Veja aqui os detalhes da trilha:
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